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SINDICATO DOS TRABALHADORES DA PRODUÇÃO, TRANSPORTE, INSTALAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE GÁS CANALIZADO DO ESTADO DE SÃO PAULO

Oficina da Campanha Salarial 2017 dão início à preparação e organização da base do Sinergia CUT para as negociações

21/02/2017
Nos dias 17 e 18, em Campinas, ocorrerá a primeira Oficina da Campanha Salarial deste ano dos trabalhadores da base do Sinergia CUT.

Essa oficina foi concebida pelos dirigentes dos sindicatos de todo o estado de São Paulo, dos setores elétrico e do gás natural canalizado que compõem o Sinergia CUT e ocorre todos os anos, com o objetivo de preparar os dirigentes sindicais para enfrentarem as mesas de negociações com os patrões.

Essa unidade dos sindicatos do setor energético no Sinergia CUT surgiu a partir da constatação de que as empresas do setor se preparavam e se articulavam para as mesas de negociações das campanhas salariais. Para enfrentar essa estratégia, foi necessário construir uma entidade - o SInergia CUT - que, de maneira geral, representa a unidade dos trabalhadores
em uma estrutura construída a partir dos princípios da liberdade e da autonomia sindical.

Para a Oficina deste ano, os dirigentes receberão convidados que farão explanações sobre os diferentes aspectos a conjuntura política, econômica e social que incidem sobre as negociações.
Neste ano, as negociações terão um caráter muito importante porque termina a validade de vários acordos coletivos firmados com algumas das principais empresas do setor, tal como o caso da Comgás.
Com isso, nas negociações voltam a discussão todas as cláusulas desses acordos.

Além disso, recente decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, em decisão monocrática através de liminar, suspendeu a aplicação da ultratividade. Esse princípio garantia que até ser assinado um novo acordo coletivo, permaneciam valendo as cláusulas do acordo vencido. 

Com sua decisão, o ministro criou uma zona de indefinição dos nossos direitos.

Para que possamos entender melhor essa questão, vencida a validade do acordo coletivo, se algum trabalhador for despedido antes de ser assinado o novo acordo, não se sabe exatamente que direitos deverão ser pagos na sua rescisão de contrato. Sem a ultratividade passa a existir um vácuo, em que não há garantia nenhuma aos trabalhadores. Diante da gravidade dessa situação, a Oficina da Campanha Salarial se debruçará na discussão das saídas políticas e jurídicas para a confusão criada por esse ministro que reiteradas vezes já demonstrou agir com parcialidade contra os trabalhadores.

Outro tema a ser estudado a fundo refere-se às mudanças de controladores ocorridas com empresas do setor. Como é o caso da Comgás onde, embora a alteração no comando da empresa não seja recente, desde que o Grupo Cosan/Shell assumiu, há um permanente desfilar de alterações prejudiciais aos trabalhadores gasistas e constantes ataques à organização sindical. Fato semelhante ocorreu com o Grupo Rede, comprado pela Energisa, e as várias unidades de negócios da CPFL adquiridas pela chinesa State Grid que trouxe na bagagem o “jeitinho chinês de produzir”, ou seja: muito trabalho, sem direitos.

Essas discussões ocorrerão no primeiro dia. No segundo, os dirigentes se dedicarão a definição da estratégia de negociação e a organização da base.

Fonte: Sindgasista
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