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SINDICATO DOS TRABALHADORES DA PRODUÇÃO, TRANSPORTE, INSTALAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE GÁS CANALIZADO DO ESTADO DE SÃO PAULO

MESMO LUCRANDO MUITO, COMGÁS NÃO QUER REPOR NEM INFLAÇÃO

30/06/2020
As duas primeiras reuniões do Sinergia Gasista com a direção da Comgás mostraram que, mesmo em plena pandemia de covid-19, a empresa está disposta a dificultar um acordo para a conclusão da campanha salarial.

Para evitar o risco de contaminação e facilitar a conclusão das negociações, o sindicato resolveu realizar assembleias digitais que resultaram numa pauta bastante enxuta e que consiste em três itens: reposição da inflação para salários e benefícios, manutenção dos empregos por ao menos um ano e a prorrogação do acordo coletivo (ACT) por 12 meses.

Porém, as dificuldades começaram já na definição da data das negociações. A primeira reunião, agendada para o dia 15 de junho, foi cancelada pela empresa e conseguimos remarcar para os dias 22 e 25 deste mês.

Até pelo atraso, a primeira reivindicação do Sinergia Gasista foi a imediata prorrogação da data-base. A Comgás havia concordado em reestabelecer a data como 30 de junho e aceitou postergar agora por mais um mês, até 30 de julho. Com isso, aquilo que for conquistado retroage e é válido desde o início de junho.

Outro ponto fundamental em debate é a prorrogação do ACT por mais 12 meses (até 2022), porque o sindicato entende que, como o atual encerra em maio de 2021, teria de negociar novos termos num cenário bastante crítico de pós-pandemia, levando em conta o cenário econômico mundial e a completa incapacidade do governo de Jair Bolsonaro em governar.

A companhia insistiu em não fechar acordo sobre este item, usando-o como pressão para negociar direitos em uma situação limite, como já ocorreu em outras campanhas.

Não faltam recursos
O Sinergia Gasista cobra 1,88% de reajuste como forma de repor as perdas inflacionárias, porém, a empresa, que num primeiro momento disse não ter proposta, depois ofereceu apenas 0,8%.

Como o argumento foram as dificuldades com a inadimplência no início deste ano, acreditamos ser importante que os gasistas estejam atentos a alguns números.

De acordo com a Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do estado de São Paulo), a margem de distribuição da concessionária foi reajustada em 6,2%, com tarifas que tiveram valores mais altos a partir de 31 de maio. Além disso, o lucro líquido da Comgás em 2019 foi de R$ 1.198 bilhão, 20% acima do ano anterior, e, apenas no primeiro trimestre deste ano, de R$ 314 milhões, lucro 30% maior do que no mesmo período de 2019. Portanto, não há argumentos efetivos para alegar falta de recursos.

A proposta da empresa que também negou a garantia de emprego por um ano, foi recusada pelo sindicato, que continuará a negociar e pressionar para que a empresa reconheça o esforço e a dedicação da categoria.
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