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SINDICATO DOS TRABALHADORES DA PRODUÇÃO, TRANSPORTE, INSTALAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE GÁS CANALIZADO DO ESTADO DE SÃO PAULO

GASISTAS INICIAM A CONSTRUÇÃO DE UM PLANO DE LUTAS

12/08/2015
Na sexta rodada de negociação da Campanha Salarial Comgás 2015, os representantes patronais repetiram o ritual de não oferecer propostas que contemplem os anseios e expectativas dos gasistas.
Enquanto isso, empresas do setor energético com data-base em junho começaram negociações no mesmo patamar da Comgás e depois de seguidas paralisações dos trabalhadores, avançaram na construção de propostas que permitiram o fechamento
dos acordos coletivos. (veja box nesta edição)
As empresas de distribuição de energia elétrica estão em um segmento com desempenho econômico e perspectivas pouco promissoras e atenderam as reivindicações dos trabalhadores. Vale esclarecer que a CESP, por exemplo, encontra-se em situação difícil com o término da concessão de três de suas usinas. Apesar disso, a mobilização dos companheiros eletricitários levou à conclusão das negociações com um bom acordo coletivo.
Isso é mais uma prova de que a Comgás, com bom desempenho econômico/ financeiro e boas
perspectivas de expansão de negócios já poderia ter oferecido propostas satisfatórias. Entretanto, a Comgás continua desenhando um cenário que não condiz com a realidade. Resta aos gasistas, a exemplo dos eletricitários, também construírem um forte plano de lutas para “sensibilizar” a empresa na mesa de negociação.
Vejamos os itens discutidos nessa sexta rodada:
PLR
Democracia, transparência e participação – A Comgás voltou a propor que a PLR seja discutida
fora da Campanha Salarial e que contem com a participação de uma comissão de trabalhadores.
A esse respeito, entendemos que a direção do Sindgasista é legitimada pelos próprios
trabalhadores a fazer a negociação do modelo e metas da PLR o que, também, é previsto
em lei. O modelo da PLR está em cláusula específica no ACT o que garante uma tranquilidade
aos trabalhadores e as metas são discutidas fora das Campanhas Salariais, sempre com assembleias e horas sindicais agendadas para troca de informações entre os trabalhadores e sindicato e para deliberação das mesmas, garantindo a transparência que sempre pauta esta entidade.
Vale ressaltar que a direção sindical nunca vetou a participação de nenhum trabalhador
nessas discussões.
Parte econômica da PLR - A empresa está propondo a migração de 12,5% do valor da parcela
fixa para a parcela variável, e para “compensar”, acrescentaria 3% de dinheiro novo na parcela
variável. Além disso, nessa proposta a empresa retira a garantia de 30% do salário base +
vantagem pessoal condicionada ao resultado individual, alterando os múltiplos de salários
para cada avaliação. Desta forma, os negociadores sindicais solicitaram à empresa a tabela
de múltiplos de salários, uma vez que, fica impossível fazer uma avaliação criteriosa dessa
proposta sem tais dados.
TURN OVER
Premissas devem ser respeitadas – A direção sindical já informou à Comgás que uma proposta
de política de emprego deve conter três premissas indispensáveis: quadro mínimo; percentual
de rotatividade e garantias mínimas em caso de uma mudança da cláusula. No entanto, a
Comgás insistiu na mesma construção já apresentada anteriormente: exclui os trabalhadores
Classes P5 à P8 da taxa de rotatividade (turn over) e nessa 6ª rodada de negociação, acrescentou as Classes V3 e V4 , perfazendo agora, segundo a própria empresa, um total de 429 trabalhadores fora do turn over. Complementando a proposta, em caso de demissão, esses trabalhadores teriam a cobertura do plano de saúde por mais três meses, além dos três que já são garantidos. Este acordo valeria por um ano.
Considerando o total de empregados da empresa, a direção sindical entende que deixar mais
429 trabalhadores desprotegidos configura-se como uma política de demissão e não uma política de garantia de emprego.
 
PROPOSTA ECONÔMICA
Reajuste insuficiente e aquém da capacidade da empresa –A Comgás manteve o índice de 5% de reajuste para os salários e benefícios e aumento de R$ 2.000,00 para R$ 2.200,00 sua proposta de abono; e 7% para reajustar o VA e o VR.
A argumentação da empresa é uma construção que desconsidera a inflação passada e se atém
ao “futuro”. Entretanto, em todos os tempos e em todas as negociações salariais, os trabalhadores e os seus patrões discutem a recomposição dos salários e, nos momentos de crescimento econômico, o aumento real. É sabido que havendo inflação, os salários, isso é - o poder de compra - são corroídos pelas perdas mensais.
Na data-base, a discussão deveria ser líquida e certa: os salários devem ser reajustados pela inflação do período para readquirem o mesmo valor que tinham 12 meses antes. A resistência
da empresa em ceder nesses pontos tão importantes para os trabalhadores, levou a direção
sindical a fazer nova contraproposta, demonstrando interesse em negociar, a fim de que as
partes cheguem a um bom termo. Reduziu-se uma reivindicação histórica que é o índice
inflacionário do ICV-DIEESE expresso na pauta de reivindicação e, visando manter a coerência,
propôs a correção dos salários pelo IPCA de 8,47%, respaldando-se nos números da
ARSESP, para correção da mão de obra na tarifa, mais um abono de R$ 2.000,00 a título de produtividade e reajuste de 10% nos VA, VR e demais benefícios.”
 
Negociações vitoriosas após mobilizações no setor de energia

A próxima reunião de negociação ficou marcada para o dia 19, às 14,30 horas. Fique atento e
preparado para intensificar as mobilizações.
#Tamo junto pro que der e vier.
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RECUPERAÇÃO DE SENHA
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