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SINDICATO DOS TRABALHADORES DA PRODUÇÃO, TRANSPORTE, INSTALAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE GÁS CANALIZADO DO ESTADO DE SÃO PAULO

Terceirização – goela abaixo, não

08/04/2015

Ele já tramita há 10 anos. Agora, encontra-se na agenda da Câmara dos Deputados para nos ser empurrado goela abaixo logo no início deste mês. O Projeto de Lei (PL) 4.330, que legaliza a terceirização no Brasil, é sinônimo de rebaixamento dos direitos trabalhistas e de mais riscos de acidentes de trabalho. A reprovação popular do projeto é altíssima. Mesmo assim, muitos parlamentares têm ignorado a representação nacional de trabalhadores, fazendo vista grossa aos frágeis argumentos em defesa do referido PL.

Entre seus pontos mais nocivos, o projeto aponta o que aparece como “sonho” dos empregadores – a possibilidade de uma empresa funcionar sem empregados, já que o PL, da forma como está, permite que as empresas terceirizem até suas atividades-fim, o que hoje é proibido pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). A isonomia de salários e direitos entre funcionários diretos e terceirizados também não está garantida no projeto.

Defendemos, ainda, a responsabilidade solidária, que obriga tanto a empresa terceirizada quanto a contratante a responder por eventuais dívidas trabalhistas. Da forma como está apresentado o projeto, quem contrata só poderá ser acionado na Justiça após encerradas todas as possibilidades de cobrança da terceirizada.

Estamos adoecendo. De cada 10 trabalhadores(as) que sofrem acidente de trabalho, oito são subcontratados. Alguns, até abdicados do direito de viver. De cada cinco trabalhadores(as) que morrem no trabalho, quatro são terceirizados. Mera coincidência? Fatalidade? Não. São as condições precárias de trabalho as maiores responsáveis por tragédias anunciadas. O impacto resvala sobre a sociedade como um todo, que também paga o preço – nos gastos com saúde e previdência. Os jovens trabalhadores terceirizados também estão entre os mais prejudicados, principalmente devido aos altos índices de rotatividade.

De forma permanente, mantemo-nos dispostos ao diálogo. Mas temos urgência. Hoje, dia 7 de abril, é dia de lutarmos contra a intransigência. Estaremos lá: milhares de trabalhadores e trabalhadoras rumo ao Congresso Nacional. Diremos NÃO ao PL 4.330 e SIM ao bem deste país.

Fonte: CUT SP

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