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SINDICATO DOS TRABALHADORES DA PRODUÇÃO, TRANSPORTE, INSTALAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE GÁS CANALIZADO DO ESTADO DE SÃO PAULO

Sindicalismo combativo tem lado: a liberdade, a democracia e a defesa dos direitos dos trabalhadores

30/03/2016
Na polarização política que se instalou na sociedade, obrigatoriamente, o sindicalismo
comprometido com os anseios e lutas dos trabalhadores assumiu um lado: a defesa do Estado Democrático de Direito. O Sindgasista é uma dentre milhares de instituições do Brasil e de
vários países que se posicionaram dessa forma.
 
Isso significa defender o respeito à Constituição e o respeito ao ordenamento jurídico nacional, o que pressupõe a defesa dos direitos dos cidadãos.
 
A Constituição de 1988 foi batizada como a “Constituição Cidadã” porque ela expressou a correlação de forças presentes na sociedade no momento emque foi elaborada.
 
Foram a organização e a mobilização popular crescentes, a partir dos sindicatos, das comunidades eclesiais de base, de entidades estudantis, de intelectuais, artistas, jornalistas e muitas lideranças políticas progressistas que possibilitaram a anistia, o fim da ditadura militar, o movimento Diretas Já e a instalação da Assembleia Nacional Constituinte, que discutiu e elaborou a Carta Constitucional.
 
A liberdade e a democracia são valores muito caros àqueles que atuaram para que o país retornasse à normalidade política. E continuam sendo direitos imprescindíveis que obrigam
os movimentos populares e sindicais a irem para as ruas para defendê-los.
 
Na verdade, muitas das pessoas que vão às manifestações, vestindo verde e amarelo e pedindo intervenção militar, não conhecem a história e ignoram o significado da perda da
liberdade individual e do confisco de direitos, e talvez não saibam que uma ditadura militar pune, muitas vezes com a morte, aqueles que dela discordam, como já ocorreu no Brasil.
Isso foi detalhadamente apontado nos relatórios das Comissões da Verdade.
 
Por essa razão, milhões de manifestantes de todos os extratos sociais e regiões escolheram o lado da legalidade, do respeito às instituições e à vontade majoritária expressa nas urnas.
 
A radicalização, a cultura de ódio, a divisão e o enfraquecimento das instituições não convêm aos brasileiros. As instituições precisam ser respeitadas, pois os impasses atuais vão passar, mas o Brasil vai continuar. O que será de nós se tivermos um Estado policialesco, um
Judiciário frágil, um Executivo autoritário e um Legislativo corrompido e submisso? Certamente não teremos liberdade, nem segurança, nem justiça assegurados.
Combater a corrupção é um anseio de todos nós. Mas esse combate deve ser feito dentro dos limites da lei. Sem golpe.

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