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SINDICATO DOS TRABALHADORES DA PRODUÇÃO, TRANSPORTE, INSTALAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE GÁS CANALIZADO DO ESTADO DE SÃO PAULO

O transporte coletivo vai parar 24 horas nesta sexta (14), dia da greve geral

12/06/2019
Os trabalhadores do setor de transporte coletivo urbano de São Paulo – motoristas, metroviários, rodoviários, ferroviários -, ratificaram em coletiva realizada nesta segunda-feira (10) a adesão à greve geral do dia 14 de junho, próxima sexta-feira, contra o projeto de reforma da Previdência e os cortes na educação do governo de Jair Bolsonaro (PSL) e por mais empregos.
Trabalhadores de sindicatos, federações e confederações do ramo de transporte filiados as centrais sindicais CUT, Força Sindical, Nova Central, CTB, Intersindical, CSP-Conlutas, CGTB, CSB e UGT confirmaram paralisação de 24 horas em São Paulo no dia 14.

Dirigente da CUT São Paulo e diretor de Organização da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL-CUT), Wagner Menezes, o Marrom, afirmou que todas as entidades filiadas à Central no país, cuja base de trabalhadores ultrapassa 23 milhões de pessoas, estão orientadas a participar da greve geral.

“A unidade entre as categorias do setor tem sido fundamental para garantir ampla paralisação no dia 14 e barrar a reforma da Previdência de Bolsonaro. Vamos deixar as ruas do país vazias. Será o dia em que a terra parou”, disse, em alusão a uma canção de Raul Seixas.

Ao lado de Menezes, o presidente da CTB, Adilson Araújo, também destacou a unidade e valorizou a criação da Frente Parlamentar Mista dos Trabalhadores em Transporte criada no último dia 5, na Câmara dos Deputados. “Será um canal de diálogo fundamental dentro do Congresso Nacional já que estamos diante da maior tragédia social, econômica e política. A greve é para construirmos um caminho diferenciado, é um banho de descarrego contra esta gente que não respeita o direito dos trabalhadores, que não quer negociar, com quem não há diálogo. Mas, como disse o papa Francisco, um dia a verdade prevalecerá sobre a mentira”, falou o dirigente que tem em sua base 1,3 milhão de trabalhadores representados e cerca de 1.000 entidades filiadas.

Presidente da Nova Central em São Paulo, Luiz Gonçalves, o Luizinho, lembrou que a reforma da Previdência é um modelo fracassado, a exemplo do que foi aplicado no Chile, que acabará com a aposentadoria dos trabalhadores.
 
Para o presidente da UGT, Ricardo Patah, o êxito da greve para barrar a reforma citada por Luizinho se dará a partir da unidade do movimento sindical. “Em 2017, a nossa paralisação foi vitoriosa porque havia solidariedade entre as centrais. Não há duvida que o governo tentará nos inibir com multas milionárias. Mas seguiremos em frente porque o que está em jogo é a saúde dos trabalhadores e seus direitos”, afirmou.
 
Secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, disse que a greve geral está sendo discutida desde o momento em que o presidente Jair Bolsonaro colocou em debate os direitos dos trabalhadores, mas a construção foi ampliada a partir do 1º de maio que unificou pela primeira vez as entidades sindicais no Vale do Anhangabaú em São Paulo.
 
“Demos um salto importante ao propor plenárias locais e material unitário. Cada sindicato tem ido ao local de trabalho. A greve é para nós um instrumento de pressão ao governo. O setor de transportes é fundamental neste sentido”, disse, ao lembrar a construção de uma greve geral em 1983, organizada pelo Sindicato dos Motoristas e outras entidades em pleno regime ditatorial. 
 
Condutores de São Paulo, Guarulhos e Arujá
 
Toda esta situação levantada pelos dirigentes na coletiva representa o “desgoverno” de Jair Bolsonaro, na avaliação do presidente interino do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo, Valmir Santana da Paz, o Sorriso. Sua base representa 45 mil trabalhadores.
 
“Estamos diante de um governo que quer aplicar a reforma da Previdência sem qualquer diálogo com a população. Contra ele nós responderemos com luta. Se não respeitar a classe trabalhadora, esse país irá parar”, destacou. 
 
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários no Transporte de Passageiros, Urbano, Suburbano, Metropolitano, Intermunicipal e Cargas Próprias de Guarulhos e Arujá em São Paulo (Sincoverg), o vereador Maurício Brinquinho (PT), reforçou que 12 mil trabalhadores da base irá paralisar. “Temos uma grande responsabilidade hoje e cada um precisa fazer a sua parte neste momento para promover uma grande greve geral.”.
 
Metroviários
 
O Sindicato dos Metroviários de São Paulo também irá paralisar. A entidade representa 9.000 trabalhadores de cinco linhas estatais de Metrô (85 estações), um monotrilho, mais 2.000 trabalhadores das linhas 4-Amarela e 5-Lilás, que são operadas pela inciativa privada.
 
Até pouco tempo, havia um impasse na representação desses trabalhadores da iniciativa privada. Em decisão realizada em Brasília no último dia 6, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) transferiu para o sindicato a representação dos funcionários destas linhas. Na próxima quinta-feira (13), a categoria fará nova assembleia para a organização final da greve.
 
Para o coordenador geral do Sindicato dos Metroviários, Wagner Fajardo, a greve do dia 14 será a maior já realizada no país. “Juntos, condutores, metroviários e ferroviários transportam 20 milhões de pessoas diariamente. Estamos assumindo a nossa parte na responsabilidade desta luta contra a reforma da Previdência e os ataques aos direitos trabalhistas”, resumiu.
 
Ferroviários
 
O Sindicato dos Trabalhadores Ferroviários da Zona Central do Brasil, que representa 2.500 trabalhadores, confirmou que irá parar suas atividades em 14 de junho, somando-se na luta contra a reforma da Previdência. A entidade representa os funcionários das linhas 11-Coral (Luz – Estudantes), 12-Safira (Brás – Calmon Viana) e 13-Jade (Engenheiro Goulart-Aeroporto de Guarulhos).
 
Trabalhadores ferroviários da Sorocabana, que atuam com trens de carga e de passageiros, de Santos a Campinas e de São Paulo a Presidente Epitácio, aderiram também ao movimento de paralisação do dia 14. O sindicato da categoria representa 5.000 trabalhadores.
 
Rodoviários e outras representações
 
Pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Ônibus Rodoviários Internacionais, o presidente José Alves, o Toré, lembrou como a luta do movimento sindical tem sido árdua. “Em antigas greves já apanhamos, tivemos gente presa, mas isso representa a nossa luta por direitos.”. A base da entidade é de 38 mil trabalhadores no estado de São Paulo. 
 
Presidente do Sindicato dos Condutores de Mogi das Cruzes e Região, Félix de Barros, confirmou a paralisação da categoria. A base da entidade é de 8.000 trabalhadores. "A proposta de Bolsonaro significa o fim da aposentadoria. O governo deveria cobrar todos os devedores da Previdência e não fazer os trabalhadores pagarem o pato", afirmou.
 
Segundo o diretor de Política Sindical e Social do Sindicato dos Rodoviários do ABC (Sintetra/CUT), Paulo Rogério, uma plenária será realizada nesta terça-feira (11), na sede da Federação dos Trabalhadores Rodoviários do Estado de São Paulo, no centro de São Paulo, para definir a participação na greve.
 
O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários de Cargas Secas e Molhadas, Empresa de Logística no Ramo de Transporte de Cargas de São Paulo e Itapecerica da Serra (Sindicargas), que representa 40 mil trabalhadores, considerando os contratados diretos e os terceirizados, também aderiu à greve.
 
Os trabalhadores em transportes nos setores rodoviário, urbano, intermunicipal (suburbano), de fretamento e de cargas nas 42 cidades das regiões de Sorocaba, Itapetininga, São Roque e Itapeva (de Araçariguama até Itararé) irão participar da greve geral por 24 horas. Eles são filiados ao Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região, que tem em sua base 15 mil trabalhadores.
 
Na coletiva, além dos rodoviários, metroviários, ferroviários e condutores, também confirmaram a paralisação os trabalhadores da fiscalização de ônibus ligados ao Sindicato dos Trabalhadores em Fiscalização (Sindficot – VLP), cuja base é de 12 mil trabalhadores.
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