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SINDICATO DOS TRABALHADORES DA PRODUÇÃO, TRANSPORTE, INSTALAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE GÁS CANALIZADO DO ESTADO DE SÃO PAULO

Nada de retrocesso: jovens devem respeitar as mulheres.

18/03/2015

Nada de retrocesso: jovens devem respeitar as mulheres.

Já estamos  em Março e neste mês concentram-se as atividades alusivas ao 8 de Março, Dia Internacional da Mulher. Neste ano, além de discutir, relembrar e divulgar a pauta de reivindicações por igualdade, respeito e mais direitos, os movimentos feministas estão com os olhos voltados para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Assembleia Legislativa de São Paulo, apelidada de CPI dos Trotes, por investigar e discutir os trotes e festas que vêm ocorrendo nas universidades, a maior parte deles envolvendo casos de violência sexual contra as mulheres.
Por isso, nesta edição vamos enaltecer a coragem, lembrar das conquistas e das dificuldades que as mulheres ainda têm a enfrentar, mas queremos, principalmente, dialogar com os jovens trabalhadores e trabalhadoras gasistas.  
Acompanhando os depoimentos e denúncias da CPI dos Trotes, vimos com muito pesar que entre os jovens que frequentam cursos universitários que há uma universalização da violência, situação em que as maiores vítimas têm sido mulheres.
Os trotes violentos que há muito são condenados por absoluta falta de sentido, voltaram com força total nas universidades públicas e, paradoxalmente, são mais comuns nos cursos mais disputados como os de Medicina e Engenharia, por exemplo, e que geralmente são acessados por pessoas que detêm mais alto poder aquisitivo.
As festas universitárias promovidas por centros acadêmicos, calibradas por muita bebida e droga são outras oportunidades para a prática de assédio sexual, intimidação e violência e, salvas as denúncias das vítimas, são encaradas com naturalidade pelos jovens.
Os depoimentos colhidos pela CPI dos Trotes são estarrecedores e chocam pela omissão das instituições, das autoridades e pela falta de reação da maior parte dos jovens que frequentam essas festas. A maioria posta comentários nas redes sociais, demonstrando conhecimento do assunto, mas é incapaz de se mobilizar para colocar um basta nessas situações.
Por isso, a nossa preocupação em alertar, em mostrar que esses comportamentos condenáveis de alguns não podem ter a aceitação e a omissão da maioria. Não somos contra as festas. Não somos contra a diversão. Mas ver como naturais trotes e festas que terminem em dopagem e estupros a mulheres que carregarão esse trauma por vários anos, isso os jovens universitários não podem admitir calados. Além dessa omissão, há ainda os que atribuem a culpa pelas ocorrências às próprias vítimas, o que também demonstra o fosso de preconceito em que parte dos jovens se meteu. A omissão é a concordância com esse retrocesso. O preconceito, por outro lado, mostra ignorância e falta de solidariedade.
Neste mês de celebrações e reflexões sobre a condição feminina, não podíamos deixar de abordar esse assunto. Fica o nosso apelo aos jovens gasistas para que, da mesma forma como lutam por seus direitos trabalhistas, que não sejam omissos: lutem também pela segurança e pelos direitos das mulheres.
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