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SINDICATO DOS TRABALHADORES DA PRODUÇÃO, TRANSPORTE, INSTALAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE GÁS CANALIZADO DO ESTADO DE SÃO PAULO

Mulheres Unidas contra a Violência e Reforma da Prevdência

07/03/2019
Em março, Mês da Mulher, vários sindicatos da base da CUT realizarão atividades alusivas às lutas das mulheres. O Sinergia Gasista em conjunto com a Associação dos Aposentados da Comgás realizará um Café da Manhã, a partir das 9 horas, na sede das entidades.
 
Em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, haverá concentração no Vão Livre do Masp, a partir das 16 horas. Será um ato unificado, reunindo centrais, sindicatos e uma infinidade de movimentos sociais. A ocasião é das mais importantes dos últimos tempos e terá o objetivo
de denunciar a violência crescente no país e a reforma da Previdência, cujos efeitos serão piores para as mulheres.
 
Aumentou o ódio de mulheres
O feminicídio passou a fazer parte da vida das mulheres. O mapa da violência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aponta que uma mulher é vítima de feminicídio a cada duas horas no país. No ano passado, São Paulo registrou 148 mortes violentas de mulheres provocadas por
pessoas com ódio de gênero.
 
Apesar da Lei Maria da Penha, o desmonte das políticas públicas de proteção e emancipação da mulher, agravam esse panorama. Continuam faltando delegacias especializadas, abrigos para vítimas de violência doméstica, punição para os agressores e uma visão humanizada do
problema desse tipo de violência.
 
No campo dos direitos do trabalho, a situação é difícil. A mulher, que já enfrenta dupla jornada de trabalho, também sentiu os efeitos da reforma trabalhista que flexibilizou vários direitos. O
desemprego e os empregos de baixa qualidade, com baixos salários, sem carteira assinada, sem qualquer proteção à saúde e às condições de trabalho são outros agravantes da crise que se abate sobre o país e mais profundamente sobre as mulheres.
 
Para agravar essa jornada cruel de corte de direitos e desrespeito à vida, o atual governo encaminhou ao Congresso Nacional a reforma da Previdência que, se o texto não for modificado, afetará mais as mulheres que os homens.
 
A reforma da Previdência é pior para as mulheres
Atualmente, as exigências para a aposentadoria são diferenciadas entre mulheres e homens, como compensação à dupla jornada enfrentada por elas. Assim, para aposentadoria por idade, exige-se da mulher 60 anos de idade e 15 anos de contribuição; e 30 anos de contribuição para aposentadoria por tempo de contribuição. Para o homem exige-se 65 anos e 15 de ontribuição
ou 35 de contribuição.
 
As regras de Bolsonaro diminuem a diferença entre homens e mulheres para 3 anos. A idade mínima passa para 62 anos e o tempo de contribuição mínimo sobre para 20 anos. Para conseguir aposentadoria com valor integral, o tempo de contribuição exigido é de 40 anos
 
Mobilização e Luta
Neste 8 de março as mulheres irão às ruas contra a reforma da Previdência que também ataca ferozmente os benefícios sociais pagos para quem mais precisa como os idosos sem renda, órfãos, pessoas com deficiência, entre outros.
 
Os atos públicos do 8 de março, têm como bandeiras: Lutar pela vida das mulheres, pelos direitos e pela previdência pública, por Lula Livre, por democracia e lembrar que Marielle vive, oferecendo seu exemplo de coragem para inspirar mulheres e homens a continuarem na luta!
 
8 de Março - Dia Internacional da Mulher! Concentração no Vão Livre do Masp, a partir das 16 horas.
 
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