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SINDICATO DOS TRABALHADORES DA PRODUÇÃO, TRANSPORTE, INSTALAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE GÁS CANALIZADO DO ESTADO DE SÃO PAULO

DIA DA MULHER É UMA DATA DE RESISTÊNCIA

19/02/2020
Coletivo de Mulheres da CUT São Paulo, juntamente com outras entidades feministas, já está construindo a mobilização para o 8 de março, Dia Internacional de Luta das Mulheres. Como cai no domingo, as manifestações acontecerão na Avenida Paulista, que é fechada pela prefeitura.

A concentração será às 14h e o ato terá como temas centrais o combate à violência doméstica e ao feminicídio.

Desde 2016, o registro de casos de lesão corporal por v iolência doméstica no estado de São Paulo não para de crescer. Apenas nos 10 primeiros meses do ano passado foram 26.105 boletins de ocorrência contabilizados por conta desse tipo de agressão, segundo dados da Secretaria Estadual da Segurança Pública.

O cenário para os casos de feminicídio (quando o crime tem como motivo o ódio de gênero) não é diferente. Em São Paulo, entre janeiro e novembro, 154 casos foram registrados e também houve uma elevação em relação aos números registrados no ano anterior.

Além desses temas, o Sinergia Gasista também levará às ruas a bandeira do combate ao assédio moral no local de trabalho, que acaba atingindo mais as mulheres, obrigadas a conciliar os desafios profissionais e são as principais responsáveis pelas tarefas domésticas.

Por conta disso, muitas são barradas ainda no processo seletivo, especialmente para cargos de direção, apesar de possuírem formação ainda mais qualificada. Segundo pesquisa Profissionais da Catho, divulgada em março de 2019, o número de mulheres que possui nível superior e pós-graduação (30%) é maior do que o dos homens (24%).

Outro problema enfrentado por elas é a demissão logo após o fim da estabilidade que a trabalhadora tem direito após a licença- maternidade. Vale lembrar que companhias do nosso setor, como Comgás, Naturgy e Gás Brasiliano aderiram ao programa Empresa Cidadã, que oferece incentivos fiscais àquelas que prorrogam por 60 dias a licença- maternidade e 20 dias a licença- paternidade.

Ambas as leis são baseadas no princípio da proteção à criança, que deve ser amamentada por ao menos seis meses após o nascimento.

Para a presidenta do Sinergia Gasista, Deise Capelozza, essa é uma data de celebrar, mas também de lutar para manter os avanços.

“As conquistas diante da questão de gênero devem ser defendidas sempre e o assédio não pode nos amedrontar”, falou.
 
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