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SINDICATO DOS TRABALHADORES DA PRODUÇÃO, TRANSPORTE, INSTALAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE GÁS CANALIZADO DO ESTADO DE SÃO PAULO

CONTRA O MACHISMO E A VIOLÊNCIA ÀS MULHERES: FORA BOLSONARO!

30/06/2020
Parece uma realidade distante, mas nem sempre o Brasil foi tão hostil como é hoje para as mulheres. Houve um tempo em que era possível discutir políticas de combate à violência e à desigualdade entre gêneros com propostas apresentadas por elas mesmas.
 
Foi a partir de uma Conferência Nacional de Política para as Mulheres que surgiu a Lei Maria da Penha, uma referência internacional premiada em muitos países. Outro marco foi a aprovação, em 2015, da Lei do Feminicídio (homicídio contra mulheres por discriminação de gênero).

Mas para que a legislação se torne uma ferramenta de combate à opressão efetivamente é preciso que tenhamos governos comprometidos com aplicação da lei e a estruturação de equipamentos do Estado que auxiliem as vítimas. Algo bem distante do que faz Jair Bolsonaro.

O programa Casa da Mulher Brasileira, por exemplo, de apoio às vítimas de violência, ficou sem um centavo em 2019, assim como os recursos destinados a atender quem sofre com esse mal caiu de R$ 119 milhões, em 2105, para R$ R$ 5,3 milhões, em 2019.

Violência cresce

O resultado de tudo isso já é sentido na pele por muitas. Em 2019, o feminicídio cresceu 7,2%. Em alguns estados, porém, o índice foi muito maior: São Paulo, Santa Catarina, Alagoas, Bahia, Roraima, Amazonas e Amapá tiveram elevação em mais de 30%. 

Esse triste cenário se agravou ainda mais com a pandemia e o isolamento social que, muitas vezes, aproximam agressor e agredida.
Segundo relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, os casos de crimes contra a mulher motivados pela discriminação por gênero cresceram 22,2% entre março e abril deste ano em metade dos estados do país.

Realidade que não surpreende em um governo comandado por um presidente que disse ser favorável a salários menores para mulheres porque engravidam. Além disso, a reforma da Previdência, proposta por Bolsonaro, aumentou de 60 para 62 anos o tempo de contribuição para as trabalhadoras.
E estabeleceu, entre outras crueldades, que o valor do benefício passará a considerar toda a vida laboral e não apenas os maiores salários, o que também prejudica as trabalhadoras que enfrentam maior obstáculo para atingir cargos melhores.

Com Bolsonaro à frente do país, a discussão e o combate ao machismo, que refletiam em políticas públicas antes dele chegar ao poder, retrocederam e isso é fruto de um governo sem qualquer comprometimento com uma visão igualitária entre gêneros.

Por isso, ou acaba o governo ou o governo acaba com os direitos das mulheres. Fora Bolsonaro!
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